
sábado, 22 de janeiro de 2011
A rosa.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Presentes de aniversário
D.
Dê-me qualquer beijo
Dedicada dama
De dom reluzente
Delicada face
Deliciosa-mente
Desperta desejo
Deleite divino
Denominação:
Deidade menina,
Desirêe Galvão
(Allê Rodrigues)
Dedicada dama
De dom reluzente
Delicada face
Deliciosa-mente
Deleite divino
Denominação:
Deidade menina,
Desirêe Galvão
Poema de Aniversário (ou dos cantos da
natureza)
A vida esqueceu a janela aberta,
E por ela entraram veraneios valsados;
Ventos Romanticídas; Corações kamikazes.
Pela porta, entreaberta, saíram calmamente
As tristezas encardidas de um suave odor.
E o ano caminhava – elegantemente – pelas ruas
Do tempo esquecido de ruínas.
Eu me encontrava ali: em mais um dia de aniversário.
Presenteavam-me com canções inéditas, os pássaros delirantes.
Saudavam-me – sucintas – as árvores tímidas e frondosas.
Era tempo de mudanças. De promessas que se refariam à medida certa.
Era tempo de velhas flores, agora com um ar de maduras (indecentes, talvez.)
Era chuva que caía nas tardes solitárias e conservadoras.
Era o pódio de chegada da vida que acabara de cumprir (com alguns arranhões)
mais um ciclo.
E a noite, que me apresentou a Lua tão ensimesmada, participava das nuvens
coloridas e incessantes.
Era o fim de mais uma vida que se iniciaria no outro dia.
Aplaudi em pé, aquele espetáculo, e comprei os ingressos (quase esgotados) para
a próxima peça: mais um ano que começaria.
Renan Rosenstock